sexta-feira, 18 de julho de 2008

.mitologia rasa a partir de um cotidiano de alegrias díades.


Em plena sexta-feira, o cotidiano passava ao longe. Rotina, trabalho, rotina e obrigações. Tudo muito apagado no //////////////, um ponto de fuga que sequer precisa ser riscado. Tudo muito subliminar, essencialmente subliminar. O sinal de alerta, tal qual uma bomba que – de quando em vez – saía do compasso, era o único ruído a duelar com o vento que zunia forte. Hesitação, eu diria. Até medo de ///////// que se apresentara desde o começo. O sol descolorindo tudo, o calor como detalhe assimétrico na paisagem para turista ver. Uma manhã pouco comum. O fazer tudo sempre igual ganhou contorno de uma lembrança inolvidável. Talvez tenha faltado algo que desse corpo a essa /////////////////. Talvez tenham faltado matizes para que aquele cenário se aquarelasse numa iminente – mas já sentida – saudade.

Se ////////////// parar para pensar, pouco importa. Ninguém se importa. Talvez eu, talvez alguém mais. A certeza é que existe a dúvida – e a tal excitação da dúvida, claro. Mas uma saudade só não rima, não dá samba. Talvez tenham caído //////////////// demais em momentos distintos, e num contratempo perdeu-se o instante de fazer o mesmo pedido. Há a vontade, porém? Otimismo crasso que só rende melodias /////////////////, mas que não tem cacife para competir com a ////////////////. Olha, a realidade é essa! A manhã incomum é imprescindível, indiscutivelmente imprescindível, mas falta um pouco do denodo de outrora. Faltam blandícias como o único vezo aceitável. A mão e a boca parecem querer obliterar o alvedrio do toque e do ósculo, malgrado a mente e a quase-necessidade se imporem como /////////////.

Tudo se mostrando ao longe. A sensação do trabalho, do cansaço /////////////////, a tristeza mundana. Tudo sempre igual. E na noute anterior fora diferente – como foram as outras noutes –, uma espécie de surpresa. Queria talvez que fosse mais tempo, que fosse mais próximo. Noutes iguais, mas que fazem toda a diferença. Sabe, a vontade é que o vestido fosse enlaçado pelo paletó – tal qual diz a música, mas sem o tom de fim. Tom. Fim. Jobim. ///////// ////

É querer demais, confesso. Na verdade é o que acho. Ah, e tu achas? És hilário. E quem não é? Tamanha beleza, de cerúleos olhos fechados – dous céus em miniatura que enxergam para além da estrada. O riso. Ah, o riso. Aceitas? Eu o colocaria numa moldura só para afagar os //////////// meus. Meus pensamentos, todos nas linhas tortas das mãos, embaixo das pálpebras e sob os óculos; todos eles me levaram ao mesmo labirinto. Por ser Teseu demais, deixei-me tomar por um /////////////// absurdo, quase inconseqüente.

E agora me vejo aqui, sexta-feira, longe do dia-a-dia modorrento, insosso. Vejo-me perdido. Ligeiramente muito perdido // //////// esperanças de que Ariadne teça uma camisa deveras grande para eu poder me proteger do frio depois que eu desfiar as mais sinceras lembranças rumo à saída de tal labirinto.

No fundo sei que o Minotauro já se fez mito – porém não é taumaturgo. A respiração já sentiu a mesma falta de ar. A /////////////// já sabe do suplício, do iniludível ///////////////.

Agora é esperar pelo riso lascivo. Em plena e completa sexta-feira. Esperar e achar toda a graça do mundo nos momentos mais álacres. E em /////// silêncio.

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